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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Marcando a hora na tabuada


O jogo é um dos recursos didáticos mais eficientes, pois quando bem trabalhados é divertido e contribui no aprendizado da matemática. A tabuada, por exemplo, é geralmente maçante tanto pra quem ensina como pra quem está aprendendo, por isso existem inúmeros jogos que facilitam esse estudo fazendo com que o aluno pratique a tabuada sem precisar ficar fazendo inúmeras “contas”.

Um desses jogos é o “Marcando a hora na tabuada”, fácil de montar e de jogar.

Material necessário: Cartolina e canetinhas. Com esses materiais deverá ser construído um relógio de maneira que seja possível rodar os ponteiros.

Público alvo: alunos do ensino fundamental, 1º ou 2º fase, dependendo do grau de dificuldade.

Número de participantes: 2

Regras: O jogador que iniciar o jogo irá rodar os ponteiros e deverá fazer a multiplicação dos números que cada um determinar. A cada acerto ganha um ponto. O jogador que ao final de todas as rodadas, que deverão ser pré - estabelecidas, tiver acumulado a maior quantidade de pontos é o ganhador.  

Iremos considerar as multiplicações dependendo do público alvo, ou seja, caso os alunos sejam da 1º fase do ensino fundamental as multiplicações com números de dois algarismos não devem se consideradas.
Por Danielle de Miranda
Graduada em Matemática
Equipe Brasil Escola

Maneiras diferentes de aprender a tabuada


Antigamente era de extrema importância saber a tabuada “na ponta da língua”, não que hoje em dia não seja importante saber toda ela. A diferença é que os métodos que são utilizados para que o aluno aprenda a tabuada é que são diferentes.

A repetição, a prática cotidiana de uma atividade com certeza é uma das maneiras mais viáveis de se aprender algo, mas essa repetição deve ter contexto, o simples fato de ficar repetindo até decorar não quer dizer que estará aprendendo, o máximo que ocorrerá é o famoso “decoreba”. Essa é a forma que as pessoas acham que se deve estudar a tabuada. Acredita-se que não tem como aprender a tabuada, apenas decorá-la.

A tabuada nada mais é que operações de multiplicação que parte da operação de adição de parcelas iguais. Por exemplo: 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5, a soma pode ser representada pela multiplicação, ou seja, é a soma de 6 parcelas iguais, portanto 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 é o mesmo que 5 x 6 = 30.

Podemos partir dessa idéia para compreender toda a tabuada, ou ainda utilizar de algumas estratégias como o jogo.

Existem inúmeros jogos, alguns adaptados para a tabuada, outros criados especificamente para essa situação. Dentre eles destacam-se:

Bingo matemático
Batalha Naval
Jogo da memória
Jogos: Batalha numérica
Jogo do repartir
Jogos de Dados
Dedo no gatilho
Labirinto
Dominó

Esses jogos facilitam a aprendizagem, mostram um lado divertido de estudar a tabuada. São atividades que podem ser praticadas diariamente em sala de aula ou até mesmo em casa com os pais.

Por Danielle de Miranda
Graduada em Matemática
Equipe Brasil Escola

domingo, 27 de maio de 2012

Tudo Posso

Padre Fábio de Melo
Posso, tudo posso Naquele que me fortalece
Nada e ninguém no mundo vai me fazer desistir
Quero, tudo quero, sem medo entregar meus projetos
Deixar-me guiar nos caminhos que Deus desejou pra mim e ali estar

Vou perseguir tudo aquilo que Deus já escolheu pra mim
Vou persistir, e mesmo nas marcas daquela dor
Do que ficou, vou me lembrar
E realizar o sonho mais lindo que Deus sonhou
Em meu lugar estar na espera de um novo que vai chegar
Vou persistir, continuar a esperar e crer
E mesmo quando a visão se turva e o coração só chora
Mas na alma, há certeza da vitória

Posso, tudo posso Naquele que me fortalece
Nada e ninguém no mundo vai me fazer desistir

Vou perseguir tudo aquilo que Deus já escolheu pra mim
Vou persistir, e mesmo nas marcas daquela dor
Do que ficou, vou me lembrar
E realizar o sonho mais lindo que Deus sonhou
Em meu lugar estar na espera de um novo que vai chegar
Vou persistir, continuar a esperar e crer ...
Eu vou sofrendo, mas seguindo enquanto tantos não entendem
Vou cantando minha história, profetizando
Que eu posso, tudo posso... em Jesus!


http://www.vagalume.com.br/fabio-de-melo/tudo-posso.html#ixzz1w6lcgy5I

Tudo É do Pai

Padre Fábio de Melo
Eu pensei que podia viver, por mim mesmoEu pensei que as coisas do mundoNão iriam me derrubarO orgulho tomou conta do meu serE o pecado devastou o meu viver
Fui embora, disse: ó pai, da-me o que é meu!Da-me a parte que me cabe da herançaFui pro mundoGastei tudoMe restou só o pecadoHoje sei que nada é meuTudo é do pai
(refrão)Tudo é do paiToda honra e toda glóriaÉ dele a vitóriaAlcançada em minha vidaTudo é do paiSe sou fraco e pecadorBem mais forte é o meu senhorQue me cura por amor(bis) 

sábado, 26 de maio de 2012

Passando Pela Prova

Lázaro
Vou passando pela prova dando glória a Deus
Gloria a Deus,gloria a Deus(2x)

E dificil quando a gente ta
na prova.
E vem um atribulado enviado
do diabo.
Ele vem totalmente carregado
Todo contaminado.
Pra tirar a sua paz
E nao entende que Deus quando tem uma obra
Na vida de um crente primeiro ele prova

E por isso que eu vou passando pela
prova e dando gloria(2x)

Vou passando pela prova dando gloria a Deus
Gloria a Deus,gloria a Deus(2x)

Vou passando pela prova dando Gloria a Deus,gloria a Deus(2x)

Se tu és crente então por que tu passa fome?
Porque nem só de pão viverá um homem.
Se tu és crente então por que toda esta dor?
Porque o deserto e a escola do Senhor.

Vou passando pela prova dando gloria a Deus
Gloria a Deus,gloria a Deus(2x)


http://www.vagalume.com.br/lazaro/passando-pela-prova.html#ixzz1w1ZKsh61

Émile Durkheim: os tipos de solidariedade social



Émile Durkheim
Ao se debruçar sobre o estudo da sociedade industrial do século XIX, Émile Durkheim percebeu a importância de se compreender os fatores que explicariam a organização social, isto é, compreender o que garantia a vida em sociedade e uma ligação (maior ou menor) entre os homens. Chegou à conclusão de que os laços que prenderiam os indivíduos uns aos outros nas mais diferentes sociedades seriam dados pela solidariedade social, sem a qual não haveria uma vida social, sendo esta solidariedade do tipo mecânica ou orgânica.
Mas o que seria a solidariedade social? Para compreendê-la é preciso levar em consideração as ideias de consciência coletiva (ou comum) e consciência individual, também estudadas por esse autor. Cada um de nós teria uma consciência própria (individual) a qual teria características peculiares e, por meio dela, tomaríamos nossas decisões e faríamos escolhas no dia a dia. A consciência individual estaria ligada, de certo modo, à nossa personalidade. Mas a sociedade não seria composta pela simples soma de homens, isto é, de suas consciências individuais, mas sim pela presença de uma consciência coletiva (ou comum). A consciência individual sofreria a influência de uma consciência coletiva, a qual seria fruto da combinação das consciências individuais de todos os homens ao mesmo tempo. A consciência coletiva seria responsável pela formação de nossos valores morais, de nossos sentimentos comuns, daquilo que temos como certo ou errado, honroso ou desonroso e, dessa forma, ela exerceria uma pressão externa aos homens no momento de suas escolhas, em maior ou menor grau. Ou seja, para Durkheim a consciência coletiva diria respeito aos valores daquele grupo em que se estaria inserido enquanto indivíduo, e seria transmitida pela vida social, de geração em geração por meio da educação, sendo decisiva para nossa vida social. A soma da consciência individual com a consciência coletiva formaria o ser social, o qual teria uma vida social entre os membros do grupo.
Assim, podemos afirmar que a solidariedade social para Durkheim se daria pela consciência coletiva, pois essa seria responsável pela coesão (ligação) entre as pessoas. Contudo, a solidez, o tamanho ou a intensidade dessa consciência coletiva é que iria medir a ligação entre os indivíduos, variando segundo o modelo de organização social de cada sociedade. Nas sociedades de organização mais simples predominaria um tipo de solidariedade diferente daquela existente em sociedades mais complexas, uma vez que a consciência coletiva se daria também de forma diferente em cada situação. Para compreendermos melhor, basta uma simples comparação entre sociedades indígenas do interior do Brasil com sociedades industrializadas como as das regiões metropolitanas das principais capitais. O sentimento de pertencimento e de semelhança é muito maior entre os índios ao redor de um lago quando pescam do que entre os passageiros no metrô de São Paulo ao irem para o trabalho pela manhã. Dessa forma, segundo Durkheim, poderíamos perceber dois tipos de solidariedade social, uma do tipo mecânica e outra orgânica.
Numa sociedade de solidariedade mecânica, o indivíduo estaria ligado diretamente à sociedade, sendo que enquanto ser social prevaleceria em seu comportamento sempre aquilo que é mais considerável à consciência coletiva, e não necessariamente seu desejo enquanto indivíduo. Conforme aponta Raymond Aron em seu livro As etapas do pensamento sociológico (1987), nesse tipo de solidariedade mecânica de Durkheim, a maior parte da existência do indivíduo é orientada pelos imperativos e proibições sociais que vêm da consciência coletiva.
Segundo Durkheim, a solidariedade do tipo mecânica depende da extensão da vida social que a consciência coletiva (ou comum) alcança. Quanto mais forte a consciência coletiva, maior a intensidade da solidariedade mecânica. Aliás, para o indivíduo, seu desejo e sua vontade são o desejo e a vontade da coletividade do grupo, o que proporciona uma maior coesão e harmonia social.
Este sentimento estaria na base do sentimento de pertencimento a uma nação, a uma religião, à tradição, à família, enfim, seria um tipo de sentimento que seria encontrado em todas as consciências daquele grupo. Assim, os indivíduos não teriam características que destacassem suas personalidades, como apontamos no exemplo dado em relação à tribo indígena, por se tratarem de uma organização social “mais simples”.
Na construção de sua teoria, Durkheim também demonstrou como seriam as características gerais das sociedades de solidariedade do tipo orgânica. Para tanto, seria necessário compreendermos antes de tudo a ideia de divisão do trabalho social. Ao passo que o capitalismo se desenvolve e a produção em larga escala começa, os meios de produção foram se ampliando e requerendo cada vez mais funções especializadas. Além disso, e mais importante, as relações interpessoais necessárias à vida conforme aumentavam. Ampliava-se, dessa forma, a divisão do trabalho social, consequência do desenvolvimento capitalista, o que daria condições para o surgimento das sociedades com solidariedade do tipo orgânica.
Na solidariedade orgânica, ainda segundo Aron, ocorre um enfraquecimento das reações coletivas contra a violação das proibições e, sobretudo, uma margem maior na interpretação individual dos imperativos sociais. Na solidariedade orgânica ocorre um processo de individualização dos membros dessa sociedade, os quais assumem funções específicas dentro dessa divisão do trabalho social. Cada pessoa é uma peça de uma grande engrenagem, na qual cada um tem sua função e é esta última que marca seu lugar na sociedade. A consciência coletiva tem seu poder de influência reduzido, criando-se condições de sociabilidade bem diferentes daquelas vistas na solidariedade mecânica, havendo espaço para o desenvolvimento de personalidades. Os indivíduos se unem não porque se sentem semelhantes ou porque haja consenso, mas sim porque são interdependentes dentro da esfera social.
Não há uma maior valorização daquilo que é coletivo, mas sim do que é individual, do individualismo propriamente dito, valor essencial – como sabemos – para o desenvolvimento do capitalismo. Contudo, apenas enquanto observação, é importante dizer que, ainda que o imperativo social dado pela consciência coletiva seja enfraquecido numa sociedade de solidariedade orgânica, é preciso que este mesmo imperativo se faça presente para garantir minimamente o vínculo entre as pessoas, por mais individualistas que sejam. Do contrário, teríamos o fim da sociedade sem quaisquer laços de solidariedade.
Diferenças à parte, podemos afirmar que tanto a solidariedade orgânica como a mecânica têm em comum a função de proporcionar uma coesão social, isto em uma ligação entre os indivíduos. Em ambas existiram regras gerais, a exemplo de leis sobre direitos e sanções. Enquanto nas sociedades mais simples de solidariedade mecânica prevaleceriam regras não escritas, mas de aceitação geral, nas sociedades mais complexas de solidariedade orgânica existiriam leis escritas, aparatos jurídicos também mais complexos. Em suma, Émile Durkheim buscou compreender a solidariedade social (e suas diferentes formas) como fator fundamental na explicação da constituição das organizações sociais, considerando para tanto o papel de uma consciência coletiva e da divisão do trabalho social.
Paulo Silvino Ribeiro
Colaborador Brasil Escola
Bacharel em Ciências Sociais pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas
Mestre em Sociologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
Doutorando em Sociologia pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

terça-feira, 22 de maio de 2012

Canção da América

Milton Nascimento
Amigo é coisa pra se guardar
Debaixo de sete chaves,
Dentro do coração,
assim falava a canção que na América ouvi,
mas quem cantava chorou ao ver o seu amigo partir,
mas quem ficou, no pensamento voou,
com seu canto que o outro lembrou
E quem voou no pensamento ficou,
com a lembrança que o outro cantou.
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito,
mesmo que o tempo e a distância, digam não,
mesmo esquecendo a canção.
O que importa é ouvir a voz que vem do coração.
Pois, seja o que vier,
venha o que vier
Qualquer dia amigo eu volto a te encontrar
Qualquer dia amigo, a gente vai se encontrar.


http://www.vagalume.com.br/milton-nascimento/cancao-da-america.html#ixzz1veLCBROm