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quinta-feira, 21 de março de 2013

Símbolos da Páscoa



A última ceia de Jesus com seus Apóstolos e outros símbolos pascais
A páscoa é um evento cristão em comemoração à ressurreição de Cristo, é considerada a maior celebração religiosa. Como Cristo renasceu, acredita-se que todos nós teremos vida eterna.
Na sexta-feira santa, Jesus Cristo foi crucificado e morto por soldados romanos após sofrer fortes espancamentos. O caminho pelo qual Jesus passou carregando sua própria cruz é conhecido como via sacra.
Existem alguns símbolos que marcam a comemoração da páscoa e apresentam um significado específico; os principais são: o cordeiro, o sino, o círio pascal, o girassol, o pão e o vinho e a colomba pascal.
O cordeiro foi sacrificado em homenagem à libertação do povo de Deus, os hebreus, pois fugiram do Egito onde eram escravizados. Moisés sacrificou um animal para representar o sacrifício de seu povo durante vários anos. Para os Cristãos, o cordeiro representa Jesus Cristo, crucificado e sacrificado por nossos pecados.
Como muitas igrejas possuem sinos, este também tornou-se um símbolo da páscoa, pois seu som festivo anuncia o ressurgimento de Jesus, sua ressurreição no domingo de páscoa.
O círio pascal é uma vela acesa, que significa o renascimento, a luz de Cristo que ilumina nossos caminhos e nossas vidas, tendo Ele ressuscitado das trevas. No círio pascal aparecem os símbolos alfa e ômega, demonstrando que Deus é o princípio e o fim de tudo.
O girassol é a forma de mostrar que a humanidade deve seguir a luz de Deus, assim como essa flor segue a luz do sol; onde quer que o sol esteja a flor está voltada para o seu lado.
O pão e o vinho tornaram-se figuras importantes na páscoa, pois Jesus sabia que passaria por todo aquele sofrimento e que morreria na cruz. Assim, chamou seus discípulos e fez a santa ceia, oferecendo pão e vinho para eles. O evangelho segundo Lucas explica essa passagem: "E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da Nova Aliança [ou Novo Pacto] do meu sangue derramado em favor de vós." (Lucas 22:19-20). Esses elementos passaram a ser considerados como o corpo e o sangue de Cristo em busca da vida eterna.
A colomba pascal é um pão no formato de uma pomba, criado por um confeiteiro do norte na Itália, representa a vinda do Espírito Santo sobre os povos cristãos, além de ser um símbolo de paz, que representa a paz em Cristo.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola
fonte.http://www.brasilescola.com/pascoa/simbolos-pascoa.htm

domingo, 17 de março de 2013

Coelho da Páscoa


Ressurreição de Cristo e o coelho, que simboliza vida em abundância
Ressurreição de Cristo e o coelho, que simboliza vida em abundância
Na Antiguidade, os povos escolheram a lua para determinar a data da páscoa. Como o coelho era tido como um símbolo da lua, passou também a ser considerado um símbolo da páscoa.
Os coelhos são mamíferos, roedores, que se reproduzem de forma rápida, tendo grande fertilidade. O seu período de gestação não passa de quarenta dias, tornando-se símbolo da preservação da espécie.
Para os cristãos, a páscoa é marcada pela ressurreição de Cristo, pelo Seu renascimento, pelo surgimento de uma vida nova. Além disso, a sexta-feira santa é a data assinalada pelo sofrimento e crucificação de Cristo.
Existem algumas curiosidades sobre a história do coelho da páscoa. Na Alemanha, as crianças esperam ovos dos coelhos. As crianças tchecas confiam que os presentes são ofertados por uma cotovia (ave campestre). Na Suíça, são os cucos que levam os ovos de presente e, no Brasil, a tradição do coelho, que veio no final do século XIX.
Outra história põe sentido à tradição do coelho representar um símbolo da páscoa, uma vez que este simboliza a igreja. A igreja tem a missão fecunda de propagar os ensinamentos cristãos, a palavra de Deus, para todos os povos; sem distinção, ou seja, aumentar a quantidade de discípulos. Assim, uma grande quantidade de pessoas é representada pela fertilidade do coelho.
Há uma lenda que marca a história do coelho da páscoa. Ela conta que uma mulher pobre, que não tinha como presentear seus filhos no domingo de páscoa, cozinhou alguns ovos de galinha e os pintou. Ela teve a ideia de colocá-los dentro de um ninho e escondê-los no quintal da casa, entre as plantas. Quando as crianças encontraram os ovos, um coelho apareceu por perto e fugiu; as crianças acreditaram que ele havia colocado os ovos para elas, assim a história se propagou.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
fonte.http://www.brasilescola.com/pascoa/coelho-da-pascoa.htm

História da Páscoa



Páscoa, a renovação do ideário cristão.
Desde o mundo antigo, a páscoa consiste em uma das mais importantes datas do calendário de festividades do mundo cristão. Sua mais conhecida conotação religiosa se vincula aos três dias que marcam a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Entretanto, muitos estudiosos tentam dar outra interpretação a esse fato, trazendo uma consideração, uma visão menos denotativa à história da ressurreição.

Em uma perspectiva histórica da formação das crenças cristãs, alguns estudiosos apontam que o cristianismo, ao florescer em sociedades marcadas pelo politeísmo e por várias narrativas míticas, acabou incorporando a ideia de imortalidade presente em outras manifestações religiosas. De acordo com os pesquisadores M. Goguel, C. Guignebert, e A. Loisy, a morte trágica seguida do processo de ressurreição vinculada a Jesus em muito se assemelha às histórias de outros deuses como Osíris, Attis e Adônis.

Estudos mais recentes apontam que essa associação entre a páscoa cristã e outras narrativas mitológicas está equivocada. A própria concepção de mundo e as funções pelas quais o processo de morte e ressurreição assumem nas crenças orientais e greco-romanas não podem ser vistas da mesma maneira que na construção do ideário cristão. O estudioso A. D. Nock aponta para o fato de que no cristianismo a crença na veracidade da história bíblica é uma chave fundamental de seu pensamento ausente na maioria das religiões que coexistiram na Antiguidade.

Interpretações mais vinculadas à própria cultura judaica e à narrativa Bíblica apontam a Páscoa como uma nova resignificação da festividade de libertação dos hebreus do cativeiro egípcio. Nessa visão, a libertação do cativeiro, enquanto um episódio de redenção do povo hebreu, se equipararia à renovação do Cristo que concedeu uma nova esperança aos cristãos. Apesar de a narrativa bíblica afirmar que o episódio da ressurreição foi próximo à festa judaica, a definição do dia da Páscoa causou uma contenda junto aos representantes da Igreja.

No ano de 325, durante o Concílio de Niceia houve a primeira tentativa de se estabelecer uma data que desse fim às contendas com respeito ao dia da Páscoa. Mesmo tentando resolver a questão, só no século XVI – com a adoção do calendário gregoriano – as dificuldades de se precisar a data da páscoa foram amenizadas. A data ficou estipulada no primeiro domingo, após a primeira Lua cheia do Equinócio da Primavera, entre os dias 21 de março e 25 de abril.

Mesmo sendo alvo de tantas explicações e contendas, a Páscoa marca um período de renovação entre os cristãos, onde a morte de Jesus deve ser lembrada com resignação e alegria. Ao mesmo tempo, traz aos cristãos a renovação de todo um conjunto de valores fundamentais à sua prática religiosa.
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola 
fonte.http://www.brasilescola.com/pascoa/historia-da-pascoa.htm

sexta-feira, 15 de março de 2013

Dia do Circo – 27 de março



Piolim – o maior palhaço do Brasil
O dia do circo foi criado em homenagem ao palhaço Piolim, Abelardo Pinto, que comandou o circo Piolim por mais de trinta anos.
Seu pai havia sido dono de circo quando Abelardo ainda era pequeno, local onde aprendeu a tocar violino, a fazer contorcionismos e acrobacias.
A data foi instituída em razão de seu nascimento, no ano de 1897, em Ribeirão Preto, no estado de São Paulo.
Abelardo chegou a fazer espetáculos beneficentes, junto com um grupo de artistas espanhóis, que lhe deram o apelido de Piolim, que significa barbante, devido às pernas compridas e também por sua magreza.
Piolim era engajado com os movimentos artísticos e culturais, sempre preocupado em divulgar a arte como forma de expressão cultural.
Foi homenageado pelos intelectuais da semana de arte moderna (Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Anita Malfati, e outros) em 1922, como o maior artista popular brasileiro.
Em dois de agosto de 1931 recebeu uma homenagem de Mário de Andrade, através de uma crônica que demonstrava seu encantamento com a arte do circo de Piolim.
Um dos maiores sonhos desse palhaço era montar uma escola circense, para manter as tradições artísticas e culturais do circo, mas morreu antes de concretizá-lo, aos 76 anos de idade, no ano de 1973.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola
fonte.http://www.brasilescola.com/datas-comemorativas/dia-circo27-marco.htm

segunda-feira, 11 de março de 2013

A alimentação e o corpo humano

Objetivos
- Compreender que o corpo funciona de forma integrada, relacionando os sistemas circulatório, respiratório e digestório

Conteúdos
- Transformação dos alimentos;
- Transporte dos nutrientes e oxigênio pelo sistema circulatório;
- Obtenção de energia utilizando oxigênio;
- Relação entre os sistemas digestório, circulatório e respiratório.

Anos
4º e 5º

Tempo estimado
Duas ou três aulas (caso a avaliação seja realizada em sala de aula)

Material necessário
- Folhas de papel A4;
- Imagens do sistema digestório.
Flexibilização
Para alunos com deficiência intelectual
Amplie o tempo de realização de cada uma das etapas da sequência e respeite o tempo de aprendizagem do seu aluno. Os cartões, assim como as imagens e os modelos tridimensionais dos sistemas do corpo são bons recursos para aguçar a curiosidade e tornar o assunto mais palpável para a criança. A aproximação de temas aparentemente "abstratos" (o que está dentro do nosso corpo) a atividades facilmente realizáveis ajuda muito na aprendizagem. A medição dos batimentos cardíacos pode ser feita junto de um colega. No contraturno, conte sempre com a ajuda do responsável pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE).

Preparação
Faça três pequenos cartões a serem distribuídos aos alunos, contendo:

Cartão Sistema Circulatório: nome dos componentes desse sistema (vasos sanguíneos, sangue e coração), caminho percorrido pelo sangue e função desse sistema.

Cartão Sistema Respiratório: nome dos órgãos, caminho percorrido pelo ar e função do pulmão.

Cartão Sistema Digestório: nome dos órgãos do tubo digestório e das glândulas acessórias, caminho percorrido pelo alimento e função de alguns órgãos desse sistema.

- Cada grupo de 3 alunos deverá ter um conjunto de cartão dos três sistemas.

Desenvolvimento
1ª etapa
Inicie o trabalho informando aos alunos que irão realizar, por alguns minutos, uma atividade física. Solicite que contem e anotem, em uma folha, o número de seus batimentos cardíacos antes do início do exercício; para essa atividade, cronometre 15 segundos. Alerte-os também, a prestar atenção em sua respiração, verificando se aumenta ou se se mantém constante durante e, ao final do exercício. Após o exercício, solicite aos alunos que contem e anotem novamente o número de batimentos cardíacos. Após anotarem, peça a eles que multipliquem os resultados obtidos por quatro, para obter a freqüência cardíaca por minuto.

A atividade física pode ser realizada no pátio da escola (corrida) ou mesmo dentro da sala de aula (polichinelo), por alguns minutos. Para aferir os batimentos cardíacos, oriente os alunos a colocar o dedo indicador e médio sobre a lateral do pescoço, um pouco abaixo da orelha, ou na parte interna do punho.
batimentos cardíacos pelo pescoço e punho
2ª etapa
Após a realização da atividade, pergunte aos alunos por que eles acham que houve aumento nos batimentos cardíacos e na freqüência respiratória? É importante que relacionem o aumento com a maior necessidade de oxigênio e nutrientes para o corpo. Para isso, realize uma breve conversa com eles, questionando-os sobre uma das funções do sistema circulatório (transporte de nutrientes e oxigênio pelo corpo).

Informe aos alunos que todas as células do corpo precisam de nutrientes e oxigênio para obter a energia que utilizamos nas atividades do dia-a-dia como, brincar, correr, estudar, dançar, pular, falar.

Organize a sala em um círculo e pergunte aos alunos de onde vem essa energia que utilizamos nas atividades diárias?

É esperado que eles respondam que obtemos essa energia dos alimentos. Muitos escutam desde muito pequenos que precisam se alimentar para ficar "fortinho". Mas de que forma esse alimento é transformado na energia que utilizamos em cada uma dessas atividades do dia a dia?

Relembre com eles o caminho percorrido pelo alimento desde que é ingerido até a eliminação dos resíduos pelas fezes (boca, esôfago, estômago, intestino delgado e intestino grosso). Para isso, você pode utilizar uma imagem do sistema digestório. Questione-os sobre o que acontece com o alimento após ser ingerido e entrar no tubo digestório? Nesse momento, apresente duas situações para os alunos: a importância da mastigação para quebra dos alimentos em partículas menores e a importância da ação de enzimas para que haja outra quebra de forma a obter partículas menores do que as deglutidas.

Por que precisamos quebrar os alimentos em partículas menores? Pergunte aos alunos se engolíssemos um pedaço de maçã, se ele conseguiria penetrar na parede do intestino (órgão responsável pela maior parte da absorção de nutrientes pelo corpo). O que deve acontecer com o alimento para que ele consiga passar por essa parede? É esperado que os alunos saibam que quebrar os alimentos em pedaços menores permite que ele seja absorvido pelo intestino. Mas e depois de absorvido, o que acontece com o alimento? Essa pode ser sua próxima pergunta.

Todas as células do nosso corpo precisam receber nutriente para funcionar corretamente. De que forma esse nutriente chega a cada uma dos trilhões de células do nosso corpo?

As pequenas partículas formadas a partir da digestão (nutrientes) atravessam as paredes do intestino delgado e dos vasos sanguíneos e são transportados pelo sangue para todas as células do corpo humano.

Portanto, o sistema circulatório é quem carrega esse nutriente para cada célula do corpo. Pergunte a seus alunos se o oxigênio que também é transportado pelo sangue, também vai para as células. Todas as células precisam desse oxigênio, por isso, da mesma forma que os nutrientes atingem cada uma das células do nosso corpo, o oxigênio também.

Faça uma analogia com os alunos: informe a eles que as células precisam de combustível, assim como o carro, para produzir energia. O combustível das células são os nutrientes, obtidos através dos alimentos no aparelho digestório e, o dos carros comuns, gasolina ou álcool. Além disso, como acontece nos motores dos carros, é necessária também, a presença de oxigênio para haver a combustão, que libera a energia tanto para o carro andar, como para as nossas atividades diárias.

3ª etapa
Divida a sala em trios. Peça que cada aluno leia um dos cartões e depois socialize com os colegas. Nesse momento, eles deverão ser informados de que escreverão um texto com informações sobre a integração desses três sistemas do corpo humano.

Avaliação
Solicite aos alunos que redijam, individualmente, um pequeno texto com o seguinte título: os sistemas trabalhando em conjunto. Esse texto deve conter informações sobre os três sistemas trabalhados e a forma como cada um se relaciona com o outro (circulatório x digestório - digestório x respiratório - respiratório x circulatório). Dessa forma, você conseguirá avaliar o que cada aluno compreendeu sobre a relação entre esses três sistemas.
fonte.http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/alimentacao-corpo-humano-646167.shtml

domingo, 3 de março de 2013

Anita Garibaldi



Anita Garibaldi quebrou os padrões de sua época ao se envolver na luta revolucionária.
Nascida na cidade catarinense de Laguna (SC), Ana Maria de Jesus Ribeiro da Silva teve uma origem familiar humilde combinada com uma boa educação. Seguindo os padrões da época, casou-se bastante jovem, aos 15 anos, com Manuel Duarte de Aguiar. No ano de 1837, já com o desenvolvimento da Revolução Farroupilha, ela teve a oportunidade e conhecer Giuseppe Garibaldi, um dos principais líderes do movimento que conquistara sua cidade natal.

Logo se mostrando apaixonada por Giuseppe, Ana Maria resolveu abandonar o seu infeliz matrimônio para que ao lado do revolucionário italiano marcasse a História com o nome de Anita Garibaldi. No tempo em que Laguna se transformou em sede do governo da República Juliana, que tomou Santa Catariana, Anita aprendeu a manusear espadas e armas de fogo. Em pouco tempo, a paixão pelo companheiro e os riscos da guerra se tornaram situações comuns à sua peculiar rotina.

Durante a Batalha de Curitibanos, Anita foi capturada pelas tropas que representavam o Império Brasileiro. Presa e grávida do seu primeiro filho, ela foi enganosamente informada que Garibaldi havia falecido nos campos de batalha. Inconformada e duvidosa sobre a informação, ela pediu aos oficias que a deixem procurar o marido entre os corpos. Nesse instante, desconfiando do que lhe fora dito, ela saltou em um cavalo e fugiu dos oficiais que a vigiavam.

Após atravessar um rio e passar alguns dias sem alimento, ela buscou refúgio entre alguns revolucionários. Poucos dias depois, Anita e Giuseppe se encontraram na cidade de Vacaria. Já em 1841, o casal seguiu para a cidade de Montevidéu, para apoiar outra revolta contra o ditador uruguaio Fructuoso Rivera. Após a participação nos conflitos, Anita foi enviada para a Itália, em 1847, para realizar os preparativos que receberiam o marido e uma tropa de mil homens que participariam das guerras de unificação da Itália.

Nesse novo conflito, o casal chegou até acidade de Roma, que havia sido posta como a capital da nova República Romana. Apesar da conquista, tiveram que enfrentar a opulência das forças franco-austríacas, e bateram em retirada nas ofensivas que marcaram a Batalha de Gianicolo. Acompanhados por, aproximadamente, quatro mil soldados, o casal de revolucionários ainda teve de suportar a pressão de outros exércitos contrários ao processo de unificação.

Quando atingiram a cidade de San Marino, a embaixada norte-americana ofereceu um salvo conduto que poderia tirar o casal daquela penosa situação de risco. Não aceitando o convite, por temer a desarticulação do processo de unificação, Anita e Giuseppe continuaram a sua fuga. A essa altura, esgotada pela quinta gravidez, a valente revolucionária ficou abatida ao enfrentar uma grave crise de febre tifoide. Não resistindo, Anita faleceu nas proximidades de Ravenna, em 4 de agosto de 1849.

Ferozmente perseguido pelos soldados austríacos, Garibaldi não teve sequer a oportunidade de acompanhar os cortejos fúnebres da esposa. Partindo para o exílio, o revolucionário italiano ficou dez anos fora da Itália. Somente em 1932, o corpo de Anita Garibaldi foi definitivamente transferido para a colina de Janiculo, localizada na porção ocidental da cidade de Roma.
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola
fonte.http://www.brasilescola.com/historia/anita-garibaldi.htm

Joana D'Arc


Joana D’Arc: de grande guerreira à fogueira da Santa Inquisição
Joana D’Arc: de grande guerreira à fogueira da Santa Inquisição
Joana D’Arc nasceu na França, no ano de 1412, no lugarejo de Domrémy. No contexto histórico do século XV, a França se encontrava em meio a uma “turbulência” política, social e econômica. O rei Carlos VI estava doente e, por suas ausências no governo, a rivalidade entre a casa da França e a casa de Borgonha (também na França) acentuou-se.
A França, no século XV, encontrava-se quase que em uma total anarquia e permeada por motins e assassinatos. Assim, os conflitos civis e a desordem social estavam instalados na França. Dentro desse contexto, a Inglaterra, sob o comando do rei Henrique V, viu a oportunidade de tomar o poder na França.
No ano de 1422, no entanto, o rei Carlos VI, da França, e o rei inglês Henrique V, morreram. A irmã de Carlos VI, casada com Henrique V, assumiu a regência do trono francês. Sem nenhum sucessor para o trono francês, os ingleses aproveitaram para uma possível invasão da França. No momento em que a França estava sendo invadida pelos ingleses, surgiu a figura mítica da história francesa: Joana D’Arc, insatisfeita com o governo britânico, assim como os camponeses e populares.
Joana, quando era criança, divertia-se normalmente, brincava, mas tinha responsabilidade sobre outros afazeres: tomava conta do rebanho de carneiros, costurava e cuidava dos serviços domésticos. A religiosidade era outra característica presente na vida de Joana D’Arc, tanto é que, aos 12 anos de idade, conta-se que a menina afirmou ter ouvido vozes vindas do céu que lhe diziam para salvar a França e coroar o rei.
Em certo dia, Joana escreveu ao rei uma carta, pedindo conselhos, e o rei aceitou recebê-la (os motivos da concordância do rei são desconhecidos). Dessa maneira, Joana D’Arc partiu para a corte no dia 13 de fevereiro de 1429 e chegou ao Castelo de Chinon, residência do rei Carlos VII (filho de Carlos VI. É interessante ressaltar que a Inglaterra não reconhecia a legitimidade do governo de Carlos VII), no dia 23 de fevereiro. As primeiras palavras de Joana para o rei foram em relação à visão que havia tido.
Entretanto, o rei somente acreditou em Joana quando ela falou sobre os vários pedidos que ele fizera a Deus, enquanto rezava solitário na Igreja. Após ser testada também por teólogos, Joana D’Arc recebeu do rei uma espada, um estandarte e o comando geral dos exércitos franceses.
Joana queria atacar a região de Orleans sob o comando dos ingleses, por isso enviou um aviso a eles: “A vós, ingleses, que não tendes nenhum direito neste Reino de França, o Rei dos Céus vos ordena, e manda, por mim, Joana, a Donzela, que deixeis vossas fortalezas e retorneis para vosso país, caso contrário farei grande barulho”.¹
A guerreira e a tropa francesa mobilizada pelo rei Carlos VII conseguiram empreender vitórias em diversas batalhas. Essa disputa ficou conhecida na história como a Guerra dos Cem Anos (1337 – 1453), da qual a França saiu vitoriosa, conseguindo expulsar os ingleses, principalmente do norte da França.      
Após a expulsão dos britânicos, os nobres franceses, representados pelo rei Carlos VII, temerosos de uma forte aliança popular entre Joana D’Arc e a população camponesa, entregaram-na para os ingleses. Joana foi morta, queimada na fogueira, no ano de 1430 sob a acusação de bruxaria. No ano de 1453, a Guerra dos Cem Anos terminou com a assinatura do Tratado de Paz entre França e Inglaterra.
Leandro Carvalho
Mestre em História
fonte.http://www.brasilescola.com/historia/joana-d-arc.htm