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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

É Proibido


É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.
Pablo Neruda

BORBOLETAS


Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de
se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
Mario Quintana

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Livro de Ocorrências


Algumas escolas vivem atualmente um momento crítico na questão da indisciplina. Tal situação, segundo alguns especialistas, persiste e vem se agravando no decorrer dos anos letivos.
O histórico dos atos mais graves de indisciplina na escola é fato que preenche, basicamente, a maioria das páginas do livro de ocorrências escolares, na disputa com outros registros que descrevem a resistência dos próprios alunos em executar as atividades propostas em sala de aula.
A cada página, fatos que descrevem brincadeiras, pouco estudo, uso de telefone celular em sala de aula, jovens casais que são pegos aos beijos no corredor, etc., expõem o cotidiano da escola, muito embora consigam passar quase despercebidos se comparados às gravidades de outros que dizem respeito à violência.
Dentre os registros, podemos encontrar aqueles que se referem especificamente à agressão física e verbal ao professor ou ao colega e, não raro, essas práticas encontram-se iniciadas no ensino fundamental básico.
Neste livro revelador é possível encontrar também “prognósticos” que findam justificar as atitudes de indisciplina e violência dos alunos, como, por exemplo, “o aluno tem suspeita de problemas psicológicos”.
Todavia, para todas as ocorrências, além das punições cabíveis, o encaminhamento dado é quase sempre o mesmo: convocação dos pais – geralmente, com a orientação para que os mesmos tomem as providências necessárias fora do ambiente escolar.
Mas enquanto os familiares tomam (em alguns casos) suas providências domiciliares e a escola aplica as punições cabíveis, as ocorrências continuam preenchendo o livro.
Nesse processo, o aluno, personagem principal da ação, acaba se tornando mero coadjuvante por conta das atenções voltadas ao problema e não às soluções.
Desta forma, pouco se fala a respeito da necessidade do aluno sentir uma atmosfera calorosa de preocupação consigo para compreender a questão da indisciplina, e não o habitual discurso que incita a preocupação caso ele se comporte desta ou daquela maneira para evitar o problema.
No papel de formar o aluno e preparar as novas gerações para exercerem seus direitos e deveres de cidadãos, bem como resgatar os valores éticos de respeito mútuo, solidariedade, honestidade e justiça, é preciso captar o mundo particular do aluno com empatia, que surge como essencial no processo educativo.
Nesta perspectiva, o educador, seja ele um familiar responsável ou um professor, torna-se capaz de compreender os sentimentos do aluno; seu tom de voz se transforma e ele demonstra a sua perfeita capacidade de partilhar dos sentimentos do educando.
Assim, não estaríamos colocando a cargo de uma única instância a responsabilidade de educar, mas sim buscando ressaltar a importância do aluno em uma ação conjunta da escola e da família, para atenuar o quadro de violência e desrespeito que corrompe seu processo educativo.
Não há educação sem valores. Ir à escola deve significar oportunidade de formar-se, desenvolver-se como pessoa e de crescer em todas as dimensões humanas, não só em conhecimentos, mas também em atitudes, afeto, respeito aos demais e apreço por si mesmo e pelo outro.
Eliane da Costa Bruini
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em Pedagogia
Pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo - UNISAL
fonte.http://educador.brasilescola.com/trabalho-docente/livro-ocorrencias.htm

domingo, 27 de janeiro de 2013

Trabalhando a Sexualidade



É papel da escola alertar sobre gravidez precoce e
doenças sexualmente transmissíveis
Conversar sobre sexo com adolescentes não é fácil, mas se faz necessário, pois por volta dos dez anos de idade as crianças começam a valorizar o assunto, até mesmo porque seu corpo está se modificando.
O tema deve ser abordado com naturalidade, mas através de aulas planejadas e organizadas, levantando vários tipos de informações.
Um projeto sobre o assunto é uma excelente forma de se trabalhar. Alguns livros podem orientar o desenvolvimento de uma boa atividade, afinal, se pautar nas teorias é ainda a melhor forma de valorizar o trabalho de pesquisa na escola.
É de grande relevância informar as famílias sobre o tema que será abordado, a fim de evitar problemas com pais mais rígidos, que não gostam de falar sobre o assunto ou acham que a escola acaba incentivando a sexualidade quando discute o tema. É importante esclarecer que existem as necessidades da idade, que as pessoas precisam se conhecer, saber dos riscos que correm com doenças, dos perigos da internet através das relações virtuais, etc.
O primeiro passo é conversar com a turma, fazendo uma prévia pesquisa sobre as dúvidas, curiosidades, se existe interesse no tema, etc. Muitas vezes tentamos direcionar um assunto, mas os alunos estão mais interessados em coisas da atualidade, então o melhor é ouvi-los.
Caso o tema seja aceito, é importante propor que pesquisem e levem os materiais para a aula, a fim de iniciarem as discussões. Na aula seguinte, peça que cada aluno apresente o material pesquisado, o que considera importante para oferecer aos colegas. Depois da explanação das pesquisas e todo o material, podem começar confeccionando cartazes informativos para serem distribuídos pelo pátio da escola.
A divisão dos temas qualifica ainda mais o trabalho. Um grupo monta seu cartaz sobre o aparelho reprodutor, outro grupo sobre sexualidade e descoberta do corpo, outro grupo sobre gravidez e gravidez na adolescência, outro sobre doenças sexualmente transmissíveis, e o último sobre métodos anticoncepcionais, etc. Tudo vai depender dos temas levantados pelos estudantes e das reportagens levadas para a sala de aula.
A partir da aula seguinte, o professor se torna o coautor da apresentação dos assuntos, com explanação dos mesmos a fim de orientar os alunos, esclarecer dúvidas, informar. As aulas devem ser diferentes, com transparências, apresentações de vídeos, filmes, textos, relatos de experiências, jovens que engravidaram, o sofrimento e as limitações da gravidez na adolescência, a seriedade das doenças sexualmente transmissíveis, abuso sexual, pedofilia, hormônios masculinos e femininos, masturbação, mudanças no corpo, o respeito e o amor nas relações sexuais, as fofocas e os mitos, assuntos da atualidade, homossexualismo, etc.
Alguns livros podem orientar sobre o assunto e são muito interessantes para os jovens. Liliana e Michele Iacocca são autoras do livro “O Planeta Eu, conversando sobre sexo”, da editora Ática. O livro faz uma abordagem muito clara sobre o assunto, tendo dois personagens principais, um menino e uma menina, que vão conversando sobre sexualidade e descobrindo novas informações.
Filmes também são excelentes formas de informação, e muitos alunos não tem acesso aos mesmos, além de transformar a aula em um momento de cinema, com direito a pipoca e tudo mais. Regras da Vida trata de aborto, Jefrey de caso com a vida fala da AIDS. Garota Interrompida e Garotos não Choram abordam sexualidade, com tema adulto. É preciso pedir autorização da coordenação da escola para decidir sobre o filme a ser exibido, pois muitos pais não permitem tal conteúdo. Além disso, é bom ter cuidado, pois os meninos podem ficar em “situação de perigo”, afinal, nessa idade os hormônios estão à tona. É melhor que o filme não tenha cenas de sexo.
A apresentação dos métodos contraceptivos é muito importante, desde os mais simples até os mais complexos. O professor se encarregará de levá-los para a sala de aula. Algumas escolas possuem os kits de ciências que já vem com os mesmos. São camisinha masculina, camisinha feminina, diafragma, espermicidas, cartela de anticoncepcional, adesivos, injeções, DIU (Dispositivo Intrauterino), laqueadura e vasectomia.
São vários temas que podem ser desenvolvidos dentro do projeto, mas todos aqueles que forem de maior interesse dos alunos devem ser registrados para uma exposição ao final, como os cartazes das pesquisas. Ao final do projeto, os alunos poderão montar um estande no pátio da escola e apresentar para a comunidade escolar tudo que foi pesquisado e aprendido.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola
fonte.http://educador.brasilescola.com/estrategias-ensino/trabalhando-sexualidade.htm

AMIGOS

(Vinícius de Moraes)

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. 

Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. 

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor. 

Eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. 

E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! 

Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências. 

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. É delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí. 

E me envergonho, porque essa minha prece é em síntese, dirigida ao meu bem estar.

Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. 

Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer. 

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que não desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos! 

A gente não faz amigos, reconhece-os.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Aprenda a gostar de você


"Aprenda a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você...
A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando...
A vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar...
Mas uma coisa parece estar sempre presente... A busca pela felicidade, com o amor da sua vida.
Desde pequenas ficamos nos perguntando "quando será que vai chegar?" E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida "será que é ele?".
Como diz meu pai: "nessa idade tudo é definitivo", pelo menos a gente sempre achava que era.
Cada namorado era o novo homem da sua vida.
Fazíamos planos, escolhíamos o nome dos filhos, o lugar da
lua-de-mel e, de repente...
PLAFT! Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito "do próximo".
Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais de três meses.
Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva.
Procura um cara formado, trabalhador, bem resolvido,
inteligente, com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite.
Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue "imagem e ação" e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando você está de short,camiseta e chinelo.
A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação, já não tem o mesmo valor que tinha antes.
A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas
continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal,que nos complete, e vice-versa.
Enquanto tivermos maquiagem e perfume, vamos à luta... E
haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da
cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira.
Sem falar na diversidade, que vai do Forró ao Beatles.
Mas o melhor dessa parte é se divertir com as amigas, rir até doer barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som...
Olhar para o teto, cantar bem alto aquela música que você adora.
Com o tempo, voce vai percebendo que para ser feliz com
uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele cara que você ama (ou acha que ama), e que não quer nada com você, definitivamente não é o homem da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você! "
Mario Quintana

Fantasias do Carnaval


Bloco de carnaval, presidiários, Pierrô e Colombina
Bloco de carnaval, presidiários, Pierrô e Colombina
O carnaval é uma festa popular que apresenta várias características que dão um ar especial aos bailes e desfiles, e as fantasias são a grande diferença entre os foliões.
A partir de 1870 as fantasias de carnaval tiveram grande importância para a festa, pois foi a forma que os foliões encontraram para dar um ar mais divertido ao carnaval.
Até 1930 as fantasias eram simples, com roupas adaptadas, tingidas, enfeitadas de forma ingênua, pois os materiais que poderiam enriquecê-las, como os tecidos, ornamentos, sapatilhas, adereços de cabeça, eram muito caros, aparecendo mais nos desfiles de escolas de samba. Nos clubes e desfiles de rua, surgiram os blocos, onde um grupo de pessoas vestia-se igual.
Alguns disfarces tornaram-se mais famosos, como caveira, odalisca, médico, morcego, malandro, super-heróis, diabo, príncipe, bobo da corte, pierrô, colombina, vedete, palhaço.
Os bailes de gala foram instituídos no Brasil, seguindo o modelo dos bailes de Veneza, através de Clovis Bornay, onde as fantasias eram avaliadas nas categorias: luxo e originalidade.
Clóvis Bornay foi um grande nome desses desfiles, chegando a “hors concours” (concorrente de honra), ficando fora da competição em razão da beleza de suas criações, que sempre conquistavam os títulos, impedindo outros participantes de chegarem perto da vitória.
As fantasias das escolas de samba servem para explicar a história contada na letra do samba enredo. Devem ser coerentes ao tema e aparecer em harmonia com o conjunto da escola. A escola de samba é dividida em alas e cada ala possui um modelo diferente de fantasia, que deve ser respeitado e seguido por todos os integrantes.
Segundo o manual do julgador, deve aparecer a uniformidade, “a igualdade nos calçados, meias, shorts, biquínis, sutiãs, chapéus” etc.
O julgamento das fantasias é feito analisando a criatividade, o significado e importância para o enredo, a boa utilização das cores e distribuição dos materiais, a riqueza dos materiais usados na confecção, os acabamentos das roupas, os detalhes, os adereços que compõem as peças etc.
As fantasias mais importantes numa escola de samba são as de Mestre Sala e Porta Bandeira, além da Comissão de Frente, que dá a primeira impressão da escola.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
fonte.http://www.brasilescola.com/carnaval/fantasias.htm