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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

EU TE AMO... NÃO DIZ TUDO!

Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,

Que zela pela sua felicidade,
Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,

Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,
E que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,

É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,
E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.

Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.

Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
Sem inventar um personagem para a relação,
Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.

Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!

Autor: Arnaldo Jabour

Saudade

Saudade é solidão acompanhada, 
é quando o amor ainda não foi embora, 
mas o amado já... 

Saudade é amar um passado que ainda não passou, 
é recusar um presente que nos machuca, 
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais... 

Saudade é o inferno dos que perderam, 
é a dor dos que ficaram para trás, 
é o gosto de morte na boca dos que continuam... 

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade: 
aquela que nunca amou. 

E esse é o maior dos sofrimentos: 
não ter por quem sentir saudades, 
passar pela vida e não viver. 

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

Autor: Pablo Neruda

Certezas


Não quero alguém que morra de amor por mim…
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo,
quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim…
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível…
E que esse momento será inesquecível..
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre…
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém…
e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras,
alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho…
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons
sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente
importa, que é meu sentimento… e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca
cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter
forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe…
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia,
e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,
talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas…
Que a esperança nunca me pareça um “não” que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como “sim”.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder
dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim,
sem ter de me preocupar com terceiros…
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão…
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas,
que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim…
e que valeu a pena.
Mário Quintana

Tales de Mileto



[creditofoto]
Tales de Mileto dedicou-se à matemática e estabeleceu os fundamentos da geometria

Conta-se que Tales, considerado o primeiro pensador do Ocidente, era tão distraído que certa vez ao olhar para céu caiu num buraco, sendo, por isso, chamado de lunático.

Conta-se também que Tales era tão sabido que, prevendo pela meteorologia uma colheita abundante, comprou todos os instrumentos usados para processar a azeitona, arrendando-os tempos depois com um grande lucro. Essas duas anedotas referem-se ao mesmo filósofo - Tales de Mileto - e até hoje servem para ilustrar as relações contraditórias entre a filosofia e a vida prática.

Tales nasceu na Ásia Menor, na antiga colônia grega de Mileto. É considerado o filósofo da physis, a substância natural de que tudo é formado. Sua grande contribuição foi a busca de um princípio único para as coisas da natureza.

Embora não existam fragmentos da obra de Tales, seu pensamento pode ser conhecido a partir da "Metafísica", obra do também filósofo grego Aristóteles.

Segundo alguns historiadores, Tales foi comerciante, o que lhe rendeu recursos suficientes para dedicar-se a suas pesquisas. Tales provavelmente viajou para o Egito e a Babilônia, entrando em contato com astrônomos e matemáticos. Depois de aposentado, passou a dedicar-se à matemática, estabelecendo os fundamentos da geometria.

Atribuem-se a Tales diversas descobertas matemáticas. Além de estudar a geometria do círculo e do triângulo isósceles, Tales demonstrou o cálculo da altura de uma pirâmide, baseado no comprimento de sua sombra.
Segundo o historiador Heródoto, Tales previu a ocorrência de um eclipse solar no dia 28 de maio de 585 a.C. Aristóteles chegou a considerar este o momento do nascimento da filosofia.

Espiritismo



Allan Kardec foi responsável pela sistematização dos conhecimentos da doutrina espírita.
O Espiritismo é uma doutrina de cunho científico-filosófico, estabelecida no século XIX, por Denizard Hippolyte Leon Rivail, mais conhecido como Allan Kardec. Diferentemente do que se imagina, Kardec não foi algum tipo de místico ou excêntrico que sempre se dedicou ao mundo imaterial. Grande parte de sua vida foi dedicada às aulas ministradas na escola gerenciada por Johann Pestalozzi. Suas primeiras experimentações com o mundo dos espíritos aconteceram durante seus estudos envolvendo o magnetismo.
Foi nesse período em que realizou as sessões de “mesas girantes”, onde acontecia a movimentação de objetos sem algum tipo de intervenção perceptível. O interesse por esses fenômenos aprofundou seu interesse pelo mundo dos desencarnados, dando origem à obra “O Livro dos Espíritos”. O livro, que hoje fundamenta os ensinamentos do espiritismo, foi o primeiro passo de uma vida inteiramente dedicada ao conhecimento e à explicação dos fenômenos espíritas.
Interessado em divulgar seus conhecimentos, Kardec cria a “Revue Spirite” (Revista Espírita) e funda a Sociedade Parisiense de Estudos Espirituais. A via impressa e a fundação foram meios eficazes para que a nova crença religiosa se difundisse pela França, ganhando diversos adeptos. Uma parte significativa desses seguidores fazia parte das classes trabalhadoras que viviam a efervescência da exploração da força de trabalho capitalista e os impactantes ideais do socialismo.
Fundando diversos dos pontos da prática espírita, Allan Kardec foi fortemente influenciado pelo cientificismo e o pensamento evolucionista. De fato, sua ação doutrinária estabelece no espírita uma relação na qual o homem pode e deve compreender, por meio da razão e do diálogo, os fenômenos que outras religiões assumem de maneira misteriosa e resignada. Por isso que os espíritas são bastante conhecidos como consumidores assíduos da literatura espírita.
Estes livros geralmente relatam a experiência de algumas pessoas com o mundo dos espíritos, legitimando a importância do conhecimento deste outro mundo. Uma vertente da literatura espírita é voltada para a reprodução do conhecimento repassado por espíritos. Esta atividade é mais conhecida como psicografia e atrai a curiosidade de pessoas dentro e fora da religião espírita. Entre outros autores, o brasileiro Chico Xavier tem grande destaque na produção deste tipo de literatura.
Outra característica marcante do espiritismo envolve a realização dos passes em que um membro dotado de maior sensitividade procura harmonizar o estado psíquico e emocional de outros praticantes. Este tipo de procedimento também possuiu outro desdobramento no qual alguns espíritas conseguem intervir sobre alguns males físicos por meio da cura espiritual.
Além de empreender esse tipo de ação religiosa, o espiritismo também tem uma prática social arraigada entre seus membros. Segundo os princípios espíritas, o indivíduo deve praticar a caridade como uma forma de estabelecer a melhora de sua condição espiritual presente e de suas posteriores reencarnações. Este princípio se baseia na ideia de que a humanidade faz parte de um estágio de evolução espiritual.
Este princípio se sustenta na premissa de que o mundo terreno integra outra infinidade de mundos onde os espíritos habitam graus de evolução superior e inferior. Esse mesmo princípio evolucionista também fundamenta a explicação para o sofrimento humano, sendo este compreendido como resultado da intervenção de espíritos ou das ações ruins praticadas em outras reencarnações.
No Brasil, o espiritismo encontrou um grande espaço de divulgação ocupando o atual posto de maior nação espírita do mundo. Diferindo-se das demais religiões que praticam este contato direto com os espíritos, o espiritismo é comumente chamado de “kardecismo”, estabelecendo apenas um elemento distintivo em relação a outras crenças como a umbanda, o candomblé e a santeria.
Abrindo portas para a doutrina cristã, o espiritismo tem um elo relativo com o texto bíblico e os evangelhos. Sem ocupar a posição fundamental da obra de Kardec, a Bíblia é utilizada como uma das várias referências de compreensão do mundo espiritual. Concomitantemente, a vida de Jesus Cristo é considerada um modelo de evolução espiritual também obtido na história de vida de outros indivíduos iluminados.
Combinando fé, razão e caridade, o espiritismo pautou uma nova experiência religiosa marcada pela experiência e a investigação. Conforme definido por Luiz Gonzaga de Souza “espiritismo é amor, é felicidade, é abnegação, é labuta pelo bem, é autoconsciência das verdades absolutas, é caridade e, é, sobretudo, igualdade, com fraternidade e liberdade entre os povos”.

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

René Descartes


Reprodução
René Descartes estudou no colégio de jesuítas de La Fleche e licenciou-se em direito em Poitiers, no ano de 1616. Ao alistar-se, na Holanda, no exército de Maurício de Nassau, conheceu o médico holandês Isaac Beeckman, que o estimulou a realizar pesquisas nos campos da física e da matemática.
A seguir, Descartes viajou pela Dinamarca e Alemanha, onde se incorporou ao exército de Maximiliano da Baviera, em 1619. Fez viagens à Holanda, Europa central, Itália e França, até instalar-se definitivamente na Holanda (1629), de onde partiu para a Suécia, em 1649, a convite da rainha Cristina.


Método

Tomando como ponto de partida a universalidade da razão, da qual todos os homens participam, Descartes identifica no intelecto, em sua pureza, duas faculdades essenciais: a intuição, pela qual podemos ter imediatamente presentes no espírito idéias claras, perfeitamente determinadas - e distintas, simples e irredutíveis -, e a dedução, pela qual podemos descobrir conjuntos de verdades ordenadas racionalmente.
De acordo com o método proposto por Descartes, se desejarmos estender a certeza matemática ao conjunto do saber, devemos seguir quatro regras de utilização da intuição e da dedução:
1. Regra da evidência: devemos evitar todas as prevenções (conjuntos de preconceitos) e precipitação, para acolher apenas idéias claras e distintas.
2. Regra da análise: devemos dividir nossos problemas no maior número possível de partes, para melhor resolvê-los.
3. Regra da síntese: devemos distinguir entre as verdades mais simples, independentes e absolutas, das verdades mais complexas, condicionadas e relativas. (Esta regra pressupõe a ordenação das partes segundo o critério da relação constante entre elas, de modo que possam ser comparadas com base na mesma unidade de medida.)
4. Regra da enumeração: devemos selecionar exclusivamente o que for necessário e suficiente para a solução de um problema, evitando as omissões.
O ponto de partida de Descartes é uma crítica radical a todo o saber humano, por meio do exercício voluntário, metódico e provisório da dúvida, pela qual suspendemos o juízo acerca de tudo que desperta em nós a menor suspeita de incerteza.
Levando esse exercício às últimas conseqüências, a dúvida estende-se à realidade das coisas sensíveis, e aos princípios da ciência universal.


"Penso, logo existo"

O exercício da dúvida detém-se, entretanto, na existência do sujeito pensante, definido como substância imaterial, e necessário por auto-evidência, porque pressuposto pelo próprio ato de duvidar.
Essa evidência foi expressa pela forma Je pense, donc je suis (Eu penso, logo existo) ou, em latim, Ego cogito, ergo sum sive existo. A proposição equivale à afirmação "Eu sou uma substância pensante". Representa, não só o primado idealista do pensamento sobre a realidade e o fundamento da distinção entre a alma e o corpo, mas também a afirmação irredutível da intuição clara e distinta, como faculdade da razão.
Para Descartes, uma idéia não é um arquétipo subsistente no intelecto divino, mas uma forma de um pensamento, pela qual o próprio pensamento tem consciência de si mesmo, de maneira imediata. Quanto ao cogito, ele é verdadeiro somente em cada um dos instantes em que é afirmado, mas a conservação e continuidade do sujeito pensante é garantida pela criação contínua ou ato incessante de Deus.


Vencer a nós mesmos

Descartes defendia o conformismo social, a moderação e a tradição política. Aconselhava um modo de ser resoluto nas ações, pois a inconstância, derivada da instabilidade das opiniões, provoca a intranqüilidade da alma, e afirmava que devemos procurar vencer mais a nós mesmos e aos próprios pensamentos, que às circunstâncias ou à ordem do mundo.
Para Descartes, a verdadeira generosidade, que dá ao homem a verdadeira estimação de si mesmo, consiste, em parte, no seu conhecimento de que pode dispor livremente de sua vontade, e, por outro lado, na resolução firme e constante de usar essa liberdade para agir da melhor maneira possível, de acordo com a razão.


Um método para compreender a realidade

Descartes procurou mostrar a fecundidade de suas idéias, aplicando-as aos diversos campos da ciência. Ele concebia o universo como um mecanismo gigantesco e os organismos vivos como autônomos complexos.
No campo da óptica, por exemplo, seus trabalhos são tão importantes quanto originais, especialmente no que se refere às leis da reflexão e da refração da luz. No campo da geometria, sua obra representa uma das mais notáveis e engenhosas concepções do espírito humano.
A utilização de seu método para a solução dos problemas relacionados com o cálculo infinitesimal e sua aplicação à mecânica foram de extraordinárias conseqüências para o progresso da física teórica no decorrer dos séculos 17 e 18.
Representações cartesianas de fenômenos tão vulgares como a variação da temperatura de um doente ou a flutuação dos fenômenos meteorológicos, que permitem avaliar, por um simples exame das curvas representadas num sistema de eixos coordenados, a marcha de uma transformação, e prever com certa precisão seu desenvolvimento, atestam a extraordinária difusão do método de Descartes e sua importância para o progresso dos conhecimentos humanos.


Enciclopédia Mirador Internacional

Amigo Imaginário



O amigo imaginário tem características especificadas pela criança.
O amigo imaginário é um personagem criado por crianças de dois a cinco anos de idade. O objetivo da criação de tal amigo é auxiliar o desenvolvimento, a compreensão de fatos e a elaboração de sentimentos que ocorrem em diferentes situações, funcionando como refúgio ou ainda como válvula de escape. De acordo com a necessidade da criança, o amigo imaginário ganha diferentes características.

O amigo imaginário ajuda a criança a lidar com:
Mudanças de hábitos,
Ansiedade,
Estresse,
Medo,
Perdas, 
Angústia,
Além de outras situações que fragilizam o psicológico. Diante de tais situações, a criança busca um amigo para lhe amparar, sendo que esse pode ser invisível, totalmente criado ou personificado por algum brinquedo ou objeto utilizado para dar vida ao amigo.

O comportamento dos pais diante da atitude da criança em criar e se relacionar com um amigo imaginário deve se basear na compreensão e no respeito, já que tal atitude por parte da criança é normal. Esse fato, apesar de respeitado, não deve ser estimulado, evitando que o imaginário ganhe força no ponto de vista da criança. Não se pode ridicularizar a criança e nem questioná-la acerca da existência de tal amigo, para que ela não se sinta ofendida.

O estado de alerta dos pais deve se manifestar quando o amigo imaginário passa a influenciar a vida da criança, participa de todas as atividades dela e ainda passa a prejudicar o relacionamento da criança com outras da mesma idade e com os pais. Ainda deve ser estudado se na adolescência o amigo imaginário ainda existir, pois aos seis anos, aproximadamente, o amigo imaginário é substituído por um amigo real, além disso, o adolescente já manifesta suas vontades e necessidades.
Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola